Conselho da ONU postergou votação sobre uso da força em Ormuz
Análise sobre resolução do Bahrein é adiada devido ao feriado da Sexta-Feira Santa; nova data ainda não foi estabelecida.
Conselho de Segurança da ONU Adia Votação sobre Resolução no Estreito de Ormuz
O Conselho de Segurança das Nações Unidas decidiu adiar a votação de uma resolução que permitiria o uso de força “defensiva” para proteger a navegação no estreito de Ormuz. A análise estava agendada para a manhã de sexta-feira (3 de abril de 2026), mas foi retirada da pauta devido ao feriado da Sexta-Feira Santa. Até o momento, não há uma nova data definida para a votação.
Proposta do Bahrein e Seus Objetivos
A proposta, apresentada pelo Bahrein, visa permitir que países atuem individualmente ou em coalizões navais para garantir a passagem segura de embarcações na região. O texto autoriza o uso de “todos os meios defensivos necessários e proporcionais às circunstâncias” no estreito e em águas adjacentes, com o intuito de impedir bloqueios ou interferências na navegação internacional por um período mínimo de seis meses.
Resistência e Oposição Internacional
O adiamento ocorre mesmo com o feriado já constando no calendário quando a votação foi inicialmente marcada. Diplomatas indicam que essa mudança pode abrir espaço para novas negociações sobre o texto, que enfrenta resistência de membros permanentes do Conselho com poder de veto. Rússia e China se opõem à autorização do uso da força, mesmo que em caráter defensivo, com a China alertando que isso poderia levar a uma escalada da situação.
Revisões na Proposta do Bahrein
Em resposta às críticas, o Bahrein revisou o texto original para suavizar a linguagem e limitar a atuação militar a ações estritamente defensivas. A nova versão exclui referências mais amplas ao uso da força, buscando ampliar o apoio de países como França, Rússia e China. O embaixador francês sugeriu que medidas defensivas podem ser aceitáveis, enfatizando a necessidade de respostas adequadas.
Impactos do Bloqueio no Estreito de Ormuz
O estreito de Ormuz é uma das principais rotas marítimas do mundo, responsável por cerca de 20% do petróleo e gás natural liquefeito comercializados globalmente. O bloqueio imposto pelo Irã, em resposta a bombardeios realizados pelos Estados Unidos e Israel, tem pressionado os preços de energia e afetado cadeias de suprimento. O embaixador do Bahrein na ONU destacou que a proposta surge em um “momento crítico” e que o “terrorismo econômico” não pode ser aceito.
Expectativas Futuras e Negociações em Andamento
Antes do adiamento, havia expectativa de votação ainda nesta sexta-feira, com o texto sendo negociado paralelamente a esforços diplomáticos para evitar vetos de Rússia e China. Apesar das alterações, a aprovação da resolução ainda é incerta, com analistas apontando dificuldades para reunir os votos necessários. Recentemente, o Reino Unido organizou uma reunião com representantes de cerca de 40 países para discutir ações coordenadas para a reabertura do estreito de Ormuz.
O encontro, liderado pela ministra das Relações Exteriores britânica, abordou medidas diplomáticas e econômicas, reforçando o apelo por liberdade de navegação e alertando sobre os impactos globais do bloqueio. O Irã, por sua vez, está em negociações com Omã para estabelecer um protocolo de monitoramento do tráfego no estreito, com o vice-ministro das Relações Exteriores iraniano afirmando que o documento está em fase final de preparação.
Fonte por: Poder 360
Autor(a):
Redação
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