Guerra no Irã: Professor afirma que supremacia aérea dos EUA é ilusória

Professor Augusto Teixeira destaca em entrevista ao CNN 360º que o Irã mantém sua capacidade de defesa antiaérea, apesar dos ataques.

03/04/2026 20:20

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(Imagem de reprodução da internet).

Capacidade de Defesa do Irã em Foco

Uma análise do professor Augusto Teixeira, especialista em Relações Internacionais da UFPB, revela que o abate de um caça F-15 americano no Irã indica que o país ainda possui uma defesa significativa, mesmo após um mês de intensos ataques. Teixeira afirma que o incidente contradiz a suposta supremacia aérea dos Estados Unidos e de Israel sobre o Irã.

O episódio, que envolveu o resgate de um dos tripulantes do caça, enquanto o outro permanece desaparecido, desafia as recentes declarações dos EUA sobre o conflito. O professor destaca que o impacto da situação é elevado, especialmente considerando que o ex-presidente Donald Trump havia declarado que o Irã não representava mais uma ameaça.

Defesa Antiaérea e Capacidade Ofensiva do Irã

Teixeira também menciona que, além do F-15 abatido, houve a destruição de um sistema de drones da Arábia Saudita próximo ao Irã, evidenciando que o país ainda consegue realizar ações de defesa antiaérea. Apesar de ser considerado como tendo uma força aérea limitada, o Irã mantém uma capacidade ofensiva, como demonstrado em ataques recentes a Israel com mísseis balísticos.

Possíveis Cenários de Conflito

Sobre uma possível invasão terrestre americana ao Irã, o professor considera essa hipótese improvável. Ele compara a situação atual com as invasões do Afeganistão e do Iraque, que exigiram mobilizações extensas de tropas. Atualmente, os EUA têm cerca de 10 mil soldados na região, um número considerado insuficiente para uma operação em larga escala.

Teixeira aponta três possíveis cenários de ação americana: um bloqueio da ilha de Kharg, operações para tomar ilhas no Estreito de Ormuz, ou uma missão com forças especiais para remover urânio enriquecido do Irã. No entanto, ele alerta que, devido à vastidão do território iraniano e à capacidade de ataque com mísseis e drones, as forças terrestres estariam em grande risco.

Fonte por: CNN Brasil

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