Investigação revela acusações de corrupção passiva contra deputados do PL com orçamento secreto

STF analisará Josimar Maranhãozinho e outros deputados por suposta cobrança de propina em emendas a São José do Ribamar (MA)

28/11/2025 19:50

2 min

Investigação revela acusações de corrupção passiva contra deputados do PL com orçamento secreto
(Imagem de reprodução da internet).

Deputados Federais Envolvidos em Esquema de Desvio de Emendas Parlamentares

Os deputados federais Josimar Maranhãozinho (PL-MA), Pastor Gil (PL-MA) e o suplente Bosco Costa (PL-SE) são réus em um caso de desvio de emendas parlamentares e serão julgados pelo Supremo Tribunal Federal (STF). A acusação envolve um esquema de corrupção que teria ocorrido entre janeiro e agosto de 2020.

Julgamento e Denúncias

No dia 27, o ministro Cristiano Zanin solicitou ao ministro Flávio Dino que agendasse o julgamento dos réus. Este será o primeiro caso de desvio relacionado ao orçamento secreto a chegar à fase final no STF. A Procuradoria-Geral da República (PGR) alega que os parlamentares faziam parte de uma organização criminosa e solicitaram R$ 1,67 milhão em propina ao então prefeito de São José do Ribamar (MA), Eudes Sampaio.

Em troca, o município receberia R$ 6,67 milhões em emendas de saúde indicadas pelos deputados. As investigações da Polícia Federal (PF) indicam que Josimar Maranhãozinho era o líder do grupo e responsável por coordenar as ações, enquanto Bosco Costa utilizava contas de familiares para movimentar valores relacionados ao esquema.

Ameaças e Coação

A PF também revelou que o grupo ameaçava prefeitos, criando um ambiente de coação para garantir o pagamento das propinas. Conversas entre Pastor Gil e Josimar Maranhãozinho evidenciam essa prática. Em novembro, a PGR pediu a condenação dos réus e a perda dos mandatos.

Defesas e Alegações

Os advogados de Bosco Costa solicitaram a desconsideração das provas obtidas pela PF, alegando ilegalidade e pedindo sua absolvição. Eles argumentam que a acusação se baseia em um valor de R$ 75 mil, que não comprova crime. Por outro lado, a defesa de Josimar Maranhãozinho afirma que a Controladoria-Geral da União (CGU) não encontrou relação entre o parlamentar e os repasses investigados.

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Além disso, outros réus na ação incluem Thalles Andrade Costa, João Batista Magalhães, Adones Gomes Martins, Abraão Nunes Martins Neto e Antônio José Silva Rocha, sendo que alguns ainda não apresentaram alegações finais. O ministro Zanin prorrogou o prazo para essas manifestações por mais cinco dias.

Fonte por: Estadao

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