Pílula diária em pesquisa pode expandir tratamentos para HIV

Pesquisa revela que combinação de 2 antirretrovirais em dose única mantém carga viral indetectável em maior proporção.

26/04/2026 07:20

3 min

Pílula diária em pesquisa pode expandir tratamentos para HIV
(Imagem de reprodução da internet).

Comprimido Único Mostra Eficácia no Tratamento do HIV

Um novo estudo internacional revelou que um comprimido único contra o HIV apresenta resultados iguais ou superiores ao tratamento padrão atualmente utilizado. A pesquisa, publicada na revista The Lancet, destaca a combinação de doravirina e islatravir em uma única dose diária, que se mostrou mais eficaz na manutenção do controle da infecção em comparação ao regime tradicional, que envolve múltiplos comprimidos e combinações de antirretrovirais.

Resultados Promissores do Estudo

O ensaio clínico envolveu 553 voluntários de oito países, todos já em tratamento contra o HIV há pelo menos três meses. Os participantes foram divididos em dois grupos e monitorados por 48 semanas. Os resultados mostraram que 98,6% dos 368 indivíduos que tomaram o comprimido experimental mantiveram a carga viral indetectável, enquanto no grupo que seguiu o tratamento padrão, esse índice foi de 95,1%.

Vantagens do Novo Regime Terapêutico

Uma das principais vantagens do comprimido em dose única é a eliminação da necessidade de inibidores da transferência de fita da integrase, conhecidos como INSTIs, que são considerados padrão global. Embora eficazes, esses medicamentos podem perder eficiência com o tempo, tornando a busca por alternativas ainda mais relevante. Além disso, a redução do número de comprimidos diários pode aumentar a adesão ao tratamento, minimizando o risco de esquecimentos.

Considerações sobre Efeitos Adversos

Embora o novo regime tenha mostrado eficácia, o estudo também observou um aumento nos efeitos adversos entre os participantes que utilizaram o comprimido experimental em comparação aos que seguiram o tratamento padrão. No entanto, isso não resultou em um aumento significativo na interrupção da medicação. O infectologista Moacyr Silva Júnior ressalta que é cedo para uma análise definitiva dos efeitos colaterais, já que a avaliação completa só será possível com o uso em larga escala.

Indetectável: Um Passo Rumo à Cura

Manter o HIV indetectável é crucial, pois isso significa que o vírus não é transmissível e não causa doenças. Dados recentes do Ministério da Saúde indicam que 86% dos brasileiros em tratamento estão nesse estágio. O infectologista Moacyr Silva Júnior acredita que os avanços nas terapias disponíveis são resultado do trabalho do SUS em diversificar as opções de tratamento.

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Embora o estudo represente um avanço significativo na simplificação e diversificação das terapias, o médico alerta que ainda não se pode falar em cura do HIV. No entanto, a estabilidade e o controle da doença, aliados a uma melhor qualidade de vida para os pacientes, são motivos para comemorar.

Fonte por: Poder 360

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