Polícia atua contra manifestações pelo hijab no Afeganistão

Protesto pelos direitos das mulheres em Herat é dispersado por autoridades do Talibã
Na terça-feira (9), autoridades de segurança afegãs dispersaram um protesto em Herat, na província ocidental do Afeganistão, que reivindicava os direitos das mulheres. O ato teve início após a polícia da moralidade do Talibã deter mulheres acusadas de não cumprirem as regras de vestuário.
De acordo com testemunhas, uma pessoa morreu e várias outras ficaram feridas durante a ação, além de dezenas de prisões, incluindo mulheres e meninas. As autoridades do Talibã não se manifestaram sobre as vítimas ou as detenções.
Reações e alegações das autoridades
Sayed Masoud Hosseini, porta-voz da polícia de Herat, afirmou que a manifestação na área de Jebrail causou “tensões” e perturbou a ordem pública, alegando que o protesto se opunha ao hijab islâmico, considerado uma obrigação religiosa. O xeque Azizur Rahman Al-Muhajir, chefe do Departamento de Promoção da Virtude e Prevenção do Vício, negou as prisões, alegando que os inspetores apenas ofereceram orientação sobre o hijab.
Desde que o Talibã assumiu o poder em Cabul em 2021, o país tem enfrentado restrições severas aos direitos das mulheres, incluindo limitações no acesso à educação, emprego e atividades esportivas, o que gerou críticas internacionais.
Contexto do protesto e preocupações internacionais
Herat, conhecida por sua rica vida social e cultural, tem visto mudanças drásticas. Os protestos começaram quando autoridades tentaram prender mulheres que se opunham às exigências de vestuário, com relatos de que algumas delas já estavam cumprindo as normas. Vídeos mostram agentes armados dispersando a manifestação, enquanto tiros são ouvidos ao fundo.
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A Missão de Assistência das Nações Unidas no Afeganistão expressou preocupação com as detenções de mulheres no oeste do país e pediu que o Talibã respeite a liberdade de movimento e a igualdade perante a lei. O Talibã, por sua vez, afirma que respeita os direitos das mulheres de acordo com sua interpretação da lei islâmica.
Fonte por: CNN Brasil
Autor(a):
Redação
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