Professor critica medidas apressadas para redução de preços de combustíveis

Edmar de Almeida, professor do Instituto de Energia da PUC-Rio, critica iniciativas do governo por falta de planejamento e riscos ao congelamento de preços.

26/04/2026 16:20

2 min

Professor critica medidas apressadas para redução de preços de combustíveis
(Imagem de reprodução da internet).

Medidas do Governo para Combustíveis: Análise Crítica

As recentes ações do governo federal para reduzir os preços dos combustíveis podem oferecer um alívio temporário diante da crise do petróleo. No entanto, segundo o professor Edmar de Almeida, do Instituto de Energia da PUC-Rio, essas medidas estão sendo implementadas de forma apressada e sem o devido planejamento.

Falta de Planejamento nas Políticas de Combustíveis

Em sua análise, Almeida critica a inconsistência nas políticas adotadas. Ele observa que o governo inicialmente introduziu uma política voltada para o diesel, que incluía um imposto sobre a exportação de petróleo para seu financiamento. Posteriormente, foram apresentadas novas medidas para gasolina e etanol, utilizando o aumento da arrecadação como fonte de recursos.

O professor questiona por que o aumento da arrecadação não foi utilizado para financiar a política do diesel desde o início, evidenciando uma falta de planejamento em uma abordagem integrada para o setor de combustíveis. Além disso, ele destaca que a redução de impostos sobre o GNV (Gás Natural Veicular) não foi contemplada, apesar de sua relevância em mercados como o do Rio de Janeiro, onde é amplamente utilizado.

Preocupações com o Futuro das Medidas

Almeida expressa preocupações em relação à duração das medidas implementadas, que possuem prazos definidos, enquanto a guerra que impacta os preços do petróleo não tem um término previsto. Ele questiona: “Como ficará a situação após o término dessas medidas?”.

O professor também alerta que a intervenção do governo no mercado, com o petróleo a cerca de US$100, pode ser precipitada. Ele lembra que entre 2010 e 2014, esse preço era considerado normal, e, ajustado, equivaleria a aproximadamente US$140. Almeida sugere que, se o governo está reagindo com pânico a preços de US$100, pode não ter recursos para intervir adequadamente em situações de preços ainda mais altos.

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Fonte por: CNN Brasil

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