Colômbia define seu futuro nas eleições presidenciais deste domingo

Povo decide entre a direita ou a continuidade do rumo atual em meio a crescente onda de violência.

21/06/2026 08:30

3 min

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Disputa Presidencial na Colômbia

Um advogado antissistema, apoiado por Donald Trump, e um aliado do primeiro governo de esquerda da Colômbia se enfrentarão em um segundo turno presidencial neste domingo (21). Essa eleição é crucial para determinar se o país seguirá uma trajetória de direita ou manterá o rumo atual em meio a uma crescente onda de violência.

Contexto da Eleição

No primeiro turno, realizado em 31 de maio, o país mostrou-se fragmentado. O próximo presidente da Colômbia será Abelardo de la Espriella, de extrema direita, ou o senador de esquerda Iván Cepeda. O atual presidente, Gustavo Petro, que não pode se reeleger, termina seu mandato com alta popularidade entre as classes mais baixas, devido a avanços na redução da pobreza e no aumento dos salários.

Entretanto, uma parte significativa da população responsabiliza Petro pela pior onda de violência dos últimos dez anos, que inclui atentados e assassinatos de candidatos presidenciais. A insegurança é uma preocupação crescente entre os cidadãos, como expressou Ariel Jamaica, um militar aposentado.

Os Candidatos

Abelardo de la Espriella, conhecido como “El Tigre”, é um milionário sem experiência política, que representa a rejeição ao governo de Petro e promete uma abordagem rigorosa contra as guerrilhas e o narcotráfico. Ele venceu o primeiro turno por uma margem estreita sobre Cepeda, um defensor dos direitos humanos e crítico das políticas de Petro.

O segundo turno também serve como um referendo sobre o governo de esquerda na Colômbia. Especialistas afirmam que ambos os candidatos têm apoiadores fervorosos, mas muitos eleitores estão motivados pelo medo do modelo oposto.

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Polarização e Impacto Regional

A eleição na Colômbia ocorre em um contexto regional polarizado, onde a direita, apoiada por Trump, e a esquerda, em ascensão em países como Brasil e México, disputam influência. O ex-guerrilheiro Petro espera que Cepeda possa continuar seu legado, desvinculando a imagem da esquerda das guerrilhas que marcaram a história do país.

De la Espriella, admirador de líderes como Trump e Bukele, promete medidas drásticas, como a construção de megapresídios e uma linha dura contra o narcotráfico. Suas propostas incluem a dolarização da economia e cortes significativos no Estado.

Desafios e Expectativas

A relação entre Petro e Trump foi tensionada pelo narcotráfico, resultando em uma crise que quase prejudicou a cooperação entre os dois países. Enquanto isso, Cepeda, que tem um histórico de luta pelos direitos das vítimas do conflito, busca moderar suas propostas após o primeiro turno.

A polarização política na Colômbia gera preocupações entre os cidadãos, que temem que essa divisão leve a um aumento da violência. A expectativa é que a escolha do próximo presidente possa influenciar não apenas o futuro do país, mas também suas relações internacionais e políticas internas.

Fonte por: Jovem Pan

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