Comissão aprova a transformação do Disque 100 em política de Estado

Serviço de denúncia de violações aos direitos humanos pode se tornar permanente; proposta avança para a CCJ da Câmara.

20/06/2026 11:40

2 min

Comissão aprova tornar o Disque 100 política de Estado
Comissão aprova tornar o Disque 100 política de Estado

Comissão aprova projeto que torna Disque 100 política de Estado

A Comissão de Direitos Humanos, Minorias e Igualdade Racial da Câmara dos Deputados aprovou um projeto de lei que formaliza o Disque Direitos Humanos, conhecido como Disque 100, na legislação federal. A proposta visa transformar o canal de denúncias, que atualmente opera sob normas administrativas, em um serviço obrigatório e permanente da União.

O colegiado aprovou o substitutivo do relator, deputado Reimont (PT-RJ), ao PL 8.462 de 2017, de autoria do ex-deputado Carlos Bezerra (MDB-MT). O texto atualizado adequa o serviço a legislações recentes, incluindo a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD).

Política de Estado e estatísticas

O relator destacou a importância de transformar essa política de governo em uma política de Estado por meio da legislação. Isso garantirá que o Disque 100 tenha respaldo legal e mantenha suas características positivas, sem depender apenas de decisões administrativas.

Dados da Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos indicam que o Disque 100 registrou 372 mil protocolos em 2025, totalizando mais de 644 mil relatos de violações no Brasil. A maior parte das vítimas é composta por crianças, idosos e pessoas com deficiência.

Diretrizes e funcionamento

A proposta determina que o Disque 100 funcione 24 horas por dia, de forma gratuita e ininterrupta, recebendo, registrando e encaminhando denúncias de violações aos órgãos competentes.

Leia também

O texto assegura legalmente:

  • sigilo absoluto da identidade do denunciante;
  • acessibilidade comunicacional e tecnológica plena para pessoas com deficiência;
  • articulação integrada com a Central de Atendimento à Mulher (Ligue 180).

Vulnerabilidades e próximos passos

O substitutivo detalha grupos que devem ter monitoramento prioritário, incluindo crianças e adolescentes, pessoas idosas, pessoas com deficiência, população em situação de rua, população LGBTQIA+, além de vítimas de racismo, trabalho análogo à escravidão e intolerância religiosa.

A matéria tramita em caráter conclusivo e será analisada pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para se tornar lei, precisa ser aprovada pela Câmara e pelo Senado.

Fonte por: Poder 360

Autor(a):

Responsável pela produção, revisão e publicação de matérias jornalísticas no portal, com foco em qualidade editorial, veracidade das informações e atualizações em tempo real.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Ative nossas Notificações

Ative nossas Notificações

Fique por dentro das últimas notícias em tempo real!