Deputado é acusado de favorecer Master e pressionar o BC, revela jornal

Filipe Barros leva projeto de lei para aumentar limite do FGC e se reúne com BC e CVM na comissão da Câmara.

14/06/2026 13:30

3 min

Deputado é acusado de favorecer Master e pressionar o BC, revela jornal
(Imagem de reprodução da internet).

Deputado Filipe Barros e suas Ações em Favor do Banco Master

O deputado federal Filipe Barros (PL-PR) tem se destacado por suas ações na Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional da Câmara, visando beneficiar o Banco Master. Durante seu mandato, ele pressionou o Banco Central e a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) em um período crítico, quando o Banco de Brasília tentava adquirir a instituição de Daniel Vorcaro. Um levantamento revelou que Barros apresentou requerimentos, um projeto de lei e convocou uma audiência pública entre novembro de 2024 e setembro de 2025, coincidindo com as tentativas de Vorcaro de obter mudanças favoráveis ao seu banco.

Ações Legislativas do Deputado

Uma das primeiras iniciativas de Barros foi propor um projeto de lei que se assemelhava a uma emenda do senador Ciro Nogueira (PP-PI), que buscava aumentar o limite de cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) de R$ 250 mil para R$ 1 milhão. Essa mudança era crucial para o modelo de negócios do Banco Master, que prometia retornos superiores aos do mercado.

A emenda de Nogueira foi rejeitada pelo senador Plínio Valério (PSDB-AM), que sugeriu que a alteração fosse feita por meio de um projeto de lei. Apesar disso, o texto de Barros não chegou a ser votado.

Convites e Requerimentos na Comissão de Relações Exteriores

Em junho de 2025, Barros, então presidente da Comissão de Relações Exteriores, pautou dois requerimentos. O primeiro convidou o presidente da CVM, João Pedro Nascimento, para discutir o impacto da estrutura regulatória do mercado de capitais sobre a soberania econômica do Brasil. A audiência ocorreu em 8 de julho.

Além disso, Barros convidou o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, para debater ataques hackers ao sistema do Pix, em um momento em que o Banco Central já havia identificado fraudes relacionadas ao Banco Master. Contudo, Galípolo não compareceu à comissão.

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Requerimentos ao Banco Central

No dia 3 de setembro de 2025, após o Banco Central rejeitar a compra do Banco Master pelo BRB, Barros apresentou um requerimento questionando o encerramento da liquidação extrajudicial de duas instituições financeiras. Os requerimentos eram direcionados à Diretoria de Organização do Sistema Financeiro e de Resolução, que se opunha à venda do Banco Master e defendia a liquidação da instituição de Vorcaro.

Posicionamento do Deputado

Em resposta às acusações, Filipe Barros negou qualquer irregularidade em suas ações. Ele afirmou que seu interesse em regular o mercado financeiro e de capitais motivou a proposta de aumento do FGC, além de criticar o modelo atual de autonomia do Banco Central. Sobre os requerimentos, Barros destacou a interconexão entre soberania nacional e econômica, citando o uso de sanções econômicas pelos Estados Unidos como um exemplo da relevância do tema.

Fonte por: Poder 360

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