Emenda de Valdemar financia show sertanejo com R$ 280 mil, afirma PF

Investigação da Polícia Federal sobre Emenda de R$ 280 mil
A Polícia Federal está apurando uma emenda de R$ 280 mil relacionada ao presidente do PL (Partido Liberal), Valdemar Costa Neto. O recurso foi utilizado para financiar um show da dupla sertaneja Thaeme & Thiago em Guaimbê, São Paulo. A investigação revela que o valor foi integralmente destinado ao pagamento da apresentação de 90 minutos durante a 21ª Festa do Peão de Boiadeiro da cidade.
Bloqueio de Emendas por Irregularidades
No dia 10 de julho, o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, bloqueou emendas que estavam sob investigação devido a irregularidades na indicação feita por Valdemar, que atualmente não ocupa um cargo no Congresso.
Detalhes da Utilização do Recurso
Uma nota fiscal obtida pelo jornal O Globo indica que o pagamento da emenda foi realizado à empresa THM & THG Produções. O fluxo do recurso ocorreu da seguinte maneira:
- O Ministério do Turismo liberou R$ 280 mil para a Prefeitura de Guaimbê;
- A prefeitura contratou o show da dupla por inexigibilidade de licitação;
- Após a apresentação, a empresa emitiu a nota fiscal vinculando o pagamento ao convênio federal.
O plano de trabalho aprovado pelo ministério afirmava que o evento promoveria o turismo, impulsionaria o comércio local e valorizaria as tradições culturais. O convênio federal foi assinado em 30 de outubro de 2025 e tem vigência até 8 de janeiro de 2026.
Associação do Recurso e Respostas da Prefeitura
O recurso, que foi liberado em uma única parcela, está formalmente vinculado ao líder do PL na Câmara, deputado Sóstenes Cavalcante (RJ). Contudo, a Polícia Federal aponta que a indicação foi feita por Valdemar. O Poder360 tentou contato com a Prefeitura de Guaimbê e Valdemar Costa Neto para obter comentários sobre a emenda, mas não obteve resposta até a publicação desta matéria.
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Posicionamento de Valdemar Costa Neto
Em relação ao bloqueio feito por Dino, a defesa de Valdemar afirmou que a decisão representa uma “exposição pública prematura da investigação”. Os advogados ressaltaram que não há nada de criminoso na articulação de interesses por um presidente de partido. Eles também criticaram a decisão, alegando que se baseia em premissas frágeis e que não existem indícios de um “esquema criminoso”.
A defesa lamentou a exposição pública prematura da investigação, especialmente em um período de sensibilidade institucional e eleitoral.
Fonte por: Poder 360
Autor(a):
Redação
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