Estudo revela padrão imunológico compartilhado entre Alzheimer, Parkinson e esclerose

Análise de autoanticorpos sugere que doenças neurodegenerativas podem estar ligadas à desregulação sistêmica. Confira no Poder360.

09/05/2026 07:40

2 min

Estudo revela padrão imunológico compartilhado entre Alzheimer, Parkinson e esclerose
(Imagem de reprodução da internet).

Descobertas sobre Doenças Neurodegenerativas

Pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) revelaram que doenças neurodegenerativas, como Alzheimer, Parkinson e esclerose múltipla, apresentam uma complexidade maior do que se imaginava. A análise de quase 600 amostras de sangue de pacientes indicou que os processos de neurodegeneração não se limitam ao sistema nervoso central, mas envolvem uma desregulação sistêmica.

Estudo sobre Autoanticorpos

A pesquisa, liderada por Júlia Nakanishi Usuda, bolsista da Fapesp, analisou os autoanticorpos, que são proteínas de defesa que, por engano, atacam células saudáveis do corpo. O estudo mostrou que, ao contrário do que se pensava, um anticorpo não ataca apenas uma área específica da sinapse, mas sim de forma sistêmica.

Resultados e Implicações

O trabalho, publicado na revista iScience, mapeou mais de 9.000 autoanticorpos a partir de bancos de dados públicos. Os pesquisadores sugerem que as estratégias de tratamento devem priorizar o bloqueio da resposta autoimune de maneira sistêmica. Embora o estudo ainda necessite de validação em testes in vitro e in vivo, ele propõe um novo paradigma para o tratamento dessas doenças.

Relação entre Sistemas Imune e Nervoso

Tradicionalmente, as doenças neurodegenerativas são vistas como patologias relacionadas a acúmulos proteicos ou falhas neuronais locais. O Alzheimer, por exemplo, afeta principalmente pessoas acima dos 65 anos e está associado ao acúmulo de placas de proteína beta-amiloide no cérebro, resultando em perda progressiva da memória.

O Parkinson, a segunda doença neurodegenerativa mais comum, se manifesta por tremores e rigidez, enquanto a esclerose múltipla, que afeta principalmente mulheres jovens, resulta de uma inflamação autoimune que causa a perda da bainha de mielina.

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Importância do Estudo dos Autoanticorpos

Apesar das diferenças em causas e sintomas, essas três doenças compartilham a desregulação neuroimune. Estudar os autoanticorpos é fundamental para entender como a imunidade impacta o sistema nervoso.

Identificação de Marcadores da Doença

Os pesquisadores identificaram “assinaturas dos autoanticorpos” que podem ser correlacionadas ao estado imunológico e a danos neurológicos. No caso do Alzheimer, foi observado que a redução dos linfócitos B pode melhorar as conexões neurais, destacando a importância de estratégias que considerem o papel sistêmico dessas moléculas.

Fonte por: Poder 360

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