EUA e Irã estabelecem canal de comunicação para Ormuz, afirmam mediadores

Acordo estabelece mecanismo para prevenir incidentes na rota marítima e assegurar navegação comercial por 60 dias

22/06/2026 03:20

2 min

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Irã e EUA Criam Canal de Comunicação para Navegação Segura no Estreito de Ormuz

O Irã e os Estados Unidos estabeleceram um canal de comunicação com o objetivo de garantir a passagem segura de embarcações pelo Estreito de Ormuz. A informação foi divulgada em uma declaração conjunta do Catar e do Paquistão, após uma rodada de negociações realizada na Suíça.

De acordo com o comunicado, o novo canal visa evitar incidentes e falhas de comunicação, assegurando a navegação segura de embarcações comerciais durante um período de 60 dias, conforme estipulado em um memorando inicial.

Compromissos do Irã e Continuidade das Negociações

O documento destaca que o Irã se compromete a utilizar seus melhores esforços para garantir a passagem segura de navios comerciais entre o Golfo Pérsico e o Mar de Omã, sem a cobrança de taxas. Além disso, as partes concordaram em criar uma célula de desconcorrência, facilitada pelos mediadores, para assegurar o cumprimento da cessação das operações militares no Líbano.

As negociações entre os EUA e o Irã devem prosseguir ao longo desta semana, conforme afirmado pelo Catar e Paquistão. O Estreito de Ormuz tem sido um ponto central nas tensões entre as nações, com o Irã utilizando a via marítima como uma ferramenta de pressão nas negociações.

Contexto das Tensas Relações e Ameaças

Recentemente, o comando militar iraniano ameaçou fechar o Estreito de Ormuz em resposta aos ataques de Israel no Líbano e à falta de ação dos EUA para implementar acordos de paz. O presidente dos EUA, Donald Trump, chegou a ameaçar “assumir o controle do Estreito”, o que quase comprometeu as negociações em andamento.

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Esses eventos ressaltam a importância estratégica do Estreito de Ormuz, que é vital para o comércio global e a segurança regional. A situação continua a evoluir, com as partes buscando soluções para evitar um agravamento do conflito.

Fonte por: CNN Brasil

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