Exportação de grãos do Brasil para o Irã registra queda de 3% no 1º semestre de 2026

Exportações de Grãos do Brasil para o Irã Sofrem Impactos
No primeiro semestre deste ano, os embarques de soja, milho e farelo de soja do Brasil para o Irã, um importante mercado para essas commodities, apresentaram um ritmo de exportação um pouco reduzido. Essa desaceleração é atribuída às dificuldades logísticas causadas pela guerra, embora os custos operacionais tenham aumentado, segundo informações de agências marítimas e análises do setor.
Entre janeiro e maio, as exportações desses produtos para o Irã caíram cerca de 3% em comparação ao mesmo período do ano anterior, totalizando 3,08 milhões de toneladas, conforme dados da Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec) e da agência marítima Cargonave. A maior parte do volume foi embarcada após o início do conflito em fevereiro, com uma queda significativa nos embarques de milho, compensada por um aumento nas exportações de farelo de soja.
Perspectivas para Novos Embarques
De acordo com a programação de navios até 5 de junho, há previsão de dois embarques de farelo de soja, um de soja e um de milho, mantendo-se estável em relação ao ano anterior. O sócio-diretor da Alphamar, Arthur da Anunciação Neto, destacou que, apesar da desaceleração do mercado de milho, os navios continuam a operar, com embarques ocorrendo pelo Estreito de Ormuz.
As exportações de milho geralmente aumentam no segundo semestre, e a Anec observa que, embora os volumes atuais sejam menores do que os do ano passado, as cargas adicionais de farelo de soja têm compensado essa queda. A expectativa é que os embarques de milho ganhem ritmo a partir da segunda quinzena de junho, acompanhando a colheita da segunda safra.
Desafios e Custos Elevados
A Anec não registrou cancelamentos de contratos de venda para o Irã e informou que os descarregamentos continuam nos portos de Imam Khomeini, Bandar Abbas e Chabahar. Enquanto Imam Khomeini e Bandar Abbas são os principais pontos de entrada, Chabahar oferece uma alternativa logística importante, pois está localizado fora do Estreito de Ormuz.
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O chefe de Pesquisa da corretora Stag International, Chau Hue, mencionou que, apesar das incertezas logísticas, as vendas de milho para o Irã estão se tornando mais caras para os importadores. O prêmio sobre o valor de mercado pode variar entre 50 a 70 centavos de dólar por bushel, elevando o custo total para os compradores iranianos. As condições financeiras e de pagamento serão cruciais para determinar se o Brasil conseguirá manter os altos volumes de exportação de milho para o Irã em 2026.
Fonte por: CNN Brasil
Autor(a):
Redação
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