Fim da 6×1 poderia impactar até 6% do PIB, afirma presidente da Faesp/Senar

Discussão sobre Fim da Escala 6×1 Ganha Novo Capítulo
A proposta de alteração na jornada de trabalho, que inclui o fim da escala 6×1, recebeu um novo impulso com o pedido do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, para que a assessoria legislativa da Casa apresente uma emenda que elimine o período de transição da PEC. Essa mudança já gera preocupações significativas no setor produtivo.
Embora ainda não haja um cronograma definido para a tramitação da proposta, as implicações econômicas são motivo de alerta. O presidente da Faesp/Senar, Tirso Meirelles, expressou que a implementação imediata da medida poderia resultar em uma redução de 5% a 6% no PIB brasileiro.
Impactos Econômicos da Proposta
Meirelles destacou que o impacto negativo seria ainda mais acentuado devido ao atual cenário econômico, que inclui inflação alta, juros elevados e uma dívida pública que gira em torno de 81% do PIB. Ele enfatizou que a adoção imediata da nova jornada de trabalho poderia comprometer significativamente a economia do país.
O agronegócio, segundo o especialista, é um dos setores mais suscetíveis a essa mudança abrupta. Ele mencionou a pecuária leiteira, que requer ordenhas em diferentes turnos, e as atividades agrícolas, que dependem de operações contínuas. O aumento nos custos de produção no campo pode variar entre 10% e 35%, dependendo da cadeia produtiva.
Consequências para o Agronegócio
Meirelles alertou que a escassez de mão de obra pode impactar a produção e elevar os preços dos alimentos. Ele também mencionou o risco de concentração fundiária, já que 74% das propriedades rurais em São Paulo têm até 68 hectares e enfrentariam dificuldades para lidar com o aumento dos custos, favorecendo a aquisição por grandes produtores.
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Reforma Tributária e Modernização das Relações de Trabalho
O presidente da Faesp/Senar ressaltou que o debate sobre a nova jornada ocorre em um contexto de reforma tributária, cujas regras ainda estão sendo definidas. Ele argumentou que a redução da jornada semanal de 44 para 40 horas poderia elevar em cerca de 10% o custo da mão de obra e aumentar a insegurança jurídica para os empregadores.
Apesar das críticas à proposta, Meirelles não se opõe à modernização das relações de trabalho, mas defende uma transição gradual, que deve ser construída por meio de acordos coletivos e adaptada às particularidades de cada setor. Ele citou exemplos de países como México, Chile e Estados Unidos, que implementaram a redução da jornada ao longo de vários anos.
Considerações Finais
A discussão sobre a mudança na jornada de trabalho e seus impactos econômicos continua a ser um tema relevante, especialmente em um cenário de incertezas. A necessidade de uma abordagem cuidadosa e gradual é enfatizada por especialistas, que buscam equilibrar a modernização das relações de trabalho com a estabilidade econômica.
Fonte por: CNN Brasil
Autor(a):
Redação
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