Flávio participa de audiência nos EUA sobre tarifas de 25% ao Brasil

Flávio Bolsonaro se posiciona contra tarifas dos EUA
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que é pré-candidato à Presidência da República nas eleições de 2026, inscreveu-se no último dia do prazo para participar presencialmente da audiência pública do Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR). O evento ocorrerá em 6 de julho de 2026, em Washington, e Flávio se manifestará contra a proposta de tarifas de 25% sobre produtos brasileiros.
Detalhes da audiência e da Seção 301
Flávio Bolsonaro solicitou os cinco minutos padrão para testemunhas e confirmou sua presença na audiência, atuando em sua capacidade pessoal e como senador federal. A USTR concluiu uma investigação sobre práticas comerciais brasileiras, iniciada em julho de 2025, e identificou ações consideradas desleais, como:
- Comércio digital e serviços de pagamento eletrônico, incluindo o sistema Pix.
- Tarifas preferenciais injustas.
- Aplicação de leis anticorrupção.
- Proteção de propriedade intelectual.
- Acesso ao mercado de etanol.
- Desmatamento ilegal.
Como resultado, o USTR recomenda tarifas de 25% sobre a maioria dos bens brasileiros, com algumas exceções. A decisão final será tomada pelo presidente Donald Trump, e o período para comentários públicos se estende até 1º de julho.
Argumentos de Flávio Bolsonaro
Nos documentos enviados ao USTR, Flávio Bolsonaro argumenta que as tarifas não atingem o objetivo da Seção 301 e prejudicam tanto exportadores brasileiros quanto consumidores americanos. Ele propõe a suspensão das tarifas e a abertura de um mecanismo bilateral de negociação. Além disso, Flávio se compromete a responder detalhadamente aos achados da investigação, reconhecendo problemas e sugerindo soluções que um futuro governo reformista poderia implementar.
Reação do governo Lula
O governo brasileiro não enviou representantes para a audiência, optando por concentrar esforços em canais diplomáticos diretos. O Planalto expressou indignação com a conclusão preliminar da USTR, atribuindo a investigação a uma suposta sabotagem da família Bolsonaro. O governo Lula argumenta que não há justificativa comercial para as tarifas, citando superávit no comércio bilateral em algumas análises.
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Contexto eleitoral e tensões políticas
A situação ganhou contornos eleitorais, com Lula acusando Flávio de traição e a oposição defendendo a ação do senador como uma proteção aos interesses brasileiros. Flávio tem enfatizado que pediu a Trump que não aplicasse as tarifas e que a solução deve ser alcançada por meio de negociações sérias.
Próximos passos
Os próximos eventos importantes incluem:
- Até 1º de julho: prazo para comentários escritos.
- 6 de julho: audiência pública.
Após a audiência, o USTR e a Casa Branca avaliarão as contribuições antes de tomar uma decisão final sobre as tarifas. O caso reflete a tensão entre os governos Lula e Trump e o impacto das relações comerciais no cenário político brasileiro.
Fonte por: Jovem Pan
Autor(a):
Redação
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