Governo busca nova reunião com EUA antes de decisão sobre tarifas

Trump tomará decisão sobre novas sanções até 15 de julho, com base na investigação da Seção 301. Confira no Poder360.

12/07/2026 09:30

3 min

Encontro de Lula e Trump em 7.mai.2026. O presidente também disse ter tratado do tema em conversa com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (partido Republicano), no ano passado | Ricardo Stuc
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Reunião do Governo Brasileiro com os EUA Antes de Decisão sobre Tarifas

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) planeja realizar uma reunião com representantes dos Estados Unidos antes que o presidente Donald Trump (Partido Republicano) decida sobre a imposição de novas sanções ao Brasil. A decisão de Trump deve ser anunciada até quarta-feira, 15 de julho de 2026, e está relacionada a uma investigação sob a Seção 301.

Agenda de Negociações com o USTR

Integrantes do governo brasileiro estão tentando alinhar a agenda com Jamieson Greer, chefe do Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR). O encontro faz parte de um grupo de trabalho entre os dois países para discutir as tarifas, e a expectativa é que o USTR revele sua decisão antes do anúncio oficial.

Progresso nas Negociações

Na última quinta-feira, 9 de julho, Greer afirmou que as negociações com o Brasil sobre as novas tarifas ainda estão distantes de um acordo. Ele mencionou que as conversas estão em andamento, mas que ainda há uma diferença significativa entre as posições dos dois países.

Estratégia do Governo Brasileiro

Na sexta-feira, 10 de julho, Lula se reuniu com seus ministros para definir a estratégia do Brasil nas negociações finais. O governo brasileiro está considerando dois cenários: a aplicação das tarifas, que é a opção mais provável, e a possibilidade de adiamento das sanções, que é considerada menos provável.

Possíveis Cenários e Justificativas

Se as tarifas forem aplicadas, o governo brasileiro manterá que as sanções não são justificáveis. No entanto, se Trump decidir adiar as tarifas, duas justificativas estão sendo avaliadas:

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  • Os EUA indicarem que as negociações estão progredindo, o que tornaria o adiamento das sanções uma possibilidade, embora considerada improvável;
  • Trump afirmar que o adiamento se deve ao pedido de Flávio Bolsonaro, que solicitou que as taxações sejam aplicadas apenas após as eleições de outubro.

Os integrantes do governo brasileiro acreditam que, se a proximidade com o clã Bolsonaro for usada como justificativa, isso poderá evidenciar que as tarifas são motivadas por questões de política externa, e não por razões econômicas. O Planalto considera que os EUA não estão levando em conta os argumentos técnicos apresentados pelos setores brasileiros durante as audiências.

Propostas de Taxação do USTR

O USTR apresentou propostas de taxação nos dias 1º e 2 de junho de 2026, que incluem:

  • 25% de tarifa por práticas desleais de comércio, resultante de uma investigação comercial aberta contra o Brasil em 15 de julho de 2025;
  • 12,5% de tarifa por falta de restrições à importação de produtos feitos com trabalho forçado análogo à escravidão, resultado de uma investigação global do USTR sobre o tema.

Essas propostas refletem as tensões comerciais entre os dois países e a necessidade de um diálogo mais eficaz para evitar sanções prejudiciais.

Fonte por: Poder 360

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