Greve em Portugal impacta até 500 voos programados

Azul e Latam cancelam 8 ligações entre Brasil e Europa; TAP divulga lista de rotas confirmadas. Confira no Poder360.

03/06/2026 05:40

4 min

Greve em Portugal impacta até 500 voos programados
(Imagem de reprodução da internet).

Greve Geral em Portugal Afeta Voos e Serviços Públicos

A greve geral convocada em Portugal nesta quarta-feira, 3 de junho de 2026, impacta aeroportos em todo o país, com previsão de até 500 voos afetados, conforme estimativas de sindicatos. Entre as rotas que ligam o Brasil a Portugal, pelo menos 8 voos foram cancelados pelas companhias aéreas Azul e Latam.

A administração dos aeroportos portugueses recomenda que os passageiros verifiquem a situação de seus voos com as companhias aéreas antes de se dirigirem aos terminais. Além disso, sugere que os viajantes de voos internacionais fora da União Europeia cheguem com antecedência devido a possíveis restrições no controle de fronteira.

Voos Cancelados e Alternativas para Passageiros

Os voos cancelados entre Brasil e Portugal incluem:

  • 2 de junho de 2026 — LA8146 — Guarulhos-Lisboa;
  • 2 de junho de 2026 — LA8148 — Guarulhos-Lisboa;
  • 3 de junho de 2026 — LA8147 — Lisboa-Guarulhos;
  • 3 de junho de 2026 — LA8149 — Lisboa-Guarulhos;
  • 2 de junho de 2026 — AD8750 — Viracopos-Lisboa;
  • 2 de junho de 2026 — AD8751 — Lisboa-Viracopos;
  • 3 de junho de 2026 — AD8900 — Viracopos-Lisboa;
  • 3 de junho de 2026 — AD8901 — Lisboa-Viracopos.

A Latam informou que os passageiros afetados têm três opções: alterar a data da viagem, mudar o destino ou solicitar o reembolso dos bilhetes. A companhia confirmou o cancelamento de quatro voos, sendo dois de Guarulhos para Lisboa e dois de Lisboa para Guarulhos.

A Azul também está prestando assistência aos passageiros impactados e anunciou voos extras para minimizar os efeitos da greve, cancelando quatro ligações entre Campinas e Lisboa.

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Operações da TAP e Confirmação do Consulado Brasileiro

A TAP anunciou que operará 79 voos em regime de serviços mínimos durante a greve e está contatando clientes de voos cancelados que ainda não alteraram suas reservas. Os voos mantidos da TAP entre Brasil e Portugal incluem:

  • 2 de junho de 2026, 22h05 — TP6 — Natal-Lisboa;
  • 2 de junho de 2026, 22h25 — TP12 — Recife-Lisboa;
  • 2 de junho de 2026, 23h55 — TP48 — Belém-Lisboa;
  • 2 de junho de 2026, 17h25 — TP58 — Brasília-Lisboa;
  • 2 de junho de 2026, 19h55 — TP72 — Rio de Janeiro-Lisboa;
  • 3 de junho de 2026, 20h25 — TP72 — Rio de Janeiro-Lisboa;
  • 3 de junho de 2026, 9h — TP73 — Lisboa-Rio de Janeiro;
  • 2 de junho de 2026, 15h35 — TP74 — Rio de Janeiro-Lisboa;
  • 3 de junho de 2026, 15h35 — TP74 — Rio de Janeiro-Lisboa;
  • 2 de junho de 2026, 15h30 — TP82 — Guarulhos-Lisboa;
  • 3 de junho de 2026, 15h30 — TP82 — Guarulhos-Lisboa;
  • 2 de junho de 2026, 20h45 — TP88 — Guarulhos-Lisboa;
  • 3 de junho de 2026, 20h45 — TP88 — Guarulhos-Lisboa;
  • 3 de junho de 2026, 12h20 — TP89 — Lisboa-Guarulhos;
  • 2 de junho de 2026, 20h55 — TP94 — Guarulhos-Porto;
  • 2 de junho de 2026, 17h25 — TP104 — Belo Horizonte-Lisboa;
  • 3 de junho de 2026, 0h15 — TP118 — Porto Alegre-Lisboa.

O consulado brasileiro em Lisboa confirmou que suas operações seguem normalmente durante a greve, embora tenha alertado sobre possíveis atrasos ou interrupções imprevistas.

A Greve e Suas Motivações

A greve geral foi convocada pela CGTP (Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses) em protesto contra a proposta de revisão da legislação trabalhista apresentada pelo governo do primeiro-ministro Luís Montenegro. A paralisação afeta diversos setores, incluindo transportes, aeroportos, hospitais e escolas.

A CGTP argumenta que a proposta do governo reduz direitos trabalhistas, especialmente em relação a contratos a prazo, banco de horas e subcontratação. O secretário-geral da CGTP, Tiago Oliveira, defende que a proposta deve ser retirada para evitar a exploração dos trabalhadores.

Por outro lado, o governo português afirma que a reforma visa aumentar a flexibilidade do mercado de trabalho. O primeiro-ministro minimizou o impacto da greve, esperando que a maioria dos cidadãos trabalhasse normalmente. A ministra do Trabalho, Rosário Palma Ramalho, reconheceu que a greve poderia causar “alguns inconvenientes”, mas reafirmou o respeito ao direito de paralisação.

A UGT (União Geral de Trabalhadores) não participou da greve, considerando a mobilização prematura, uma vez que a proposta ainda não está próxima da votação final. A CGTP, no entanto, acredita que este é o momento certo para pressionar o governo e o Congresso durante a tramitação da reforma trabalhista.

Fonte por: Poder 360

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