Irã utiliza custo da guerra como estratégia contra Trump, afirma professor

Feliciano de Sá Guimarães analisa impasse nas negociações entre Irã e EUA e a estratégia iraniana de protelar tratativas

02/06/2026 00:20

2 min

Irã utiliza custo da guerra como estratégia contra Trump, afirma professor
(Imagem de reprodução da internet).

Retirada do Irã das Negociações

O Irã anunciou sua retirada das negociações após ações militares de Israel no Líbano. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que não se importa com um possível acordo, mesmo mantendo negociações indiretas com o Hezbollah através do presidente libanês.

Estratégia Iraniana em Jogo

De acordo com Feliciano de Sá Guimarães, cientista político da Universidade de São Paulo (USP), a postura do Irã é parte de uma estratégia deliberada para atrasar as negociações. Ele afirma que a decisão de se retirar é uma tática para prolongar o processo e melhorar suas condições de barganha.

Feliciano observa que, apesar dos ataques americanos, a intensidade das ações diminuiu em comparação aos meses anteriores. Ele destaca que o Irã está utilizando três fatores para desgastar a posição americana: a impaciência de Trump, a proximidade das eleições nos EUA e o custo da guerra para os americanos.

Temas Consolidados nas Negociações

O especialista menciona que alguns temas já estão consolidados nas tratativas, incluindo:

  • Reabertura gradual do Estreito de Ormuz e normalização do tráfego marítimo;
  • Redução ou suspensão parcial do bloqueio naval americano;
  • Alívio econômico para o Irã, através da flexibilização de sanções ou descongelamento de ativos;
  • Retomada das exportações iranianas a níveis anteriores à guerra.

Por outro lado, o Irã busca a retirada das tropas americanas de sua região, algo que, segundo Feliciano, é improvável que aconteça. Os EUA, por sua vez, continuam a pressionar pela resolução da questão nuclear, que envolve o destino do urânio enriquecido que o Irã possui.

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Implicações Estratégicas para EUA e Israel

Feliciano alerta que uma normalização do Estreito de Ormuz, com algum controle do Irã, representaria uma derrota estratégica para os Estados Unidos e Israel. Além disso, a falta de resolução da questão nuclear pode dificultar para Trump a justificativa de resultados positivos nas negociações internamente.

Assim, a situação permanece complexa e cheia de desafios, tanto para o Irã quanto para os Estados Unidos e seus aliados na região.

Fonte por: CNN Brasil

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