Moraes inicia investigação sobre descobertas no celular de Wassef

Determinação surge de inquérito sobre joias sauditas; advogado questiona validade da busca e apreensão realizada há 3 anos.

01/07/2026 23:40

2 min

“Não quero ser atendido por você. Você é negra e tem cara de sonsa e não vai saber anotar meu pedido”, disse o advogado para a vítima, segundo o relato
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Ministro do STF Abre Investigação sobre Celular de Advogado de Bolsonaro

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, determinou a abertura de uma investigação sigilosa sobre “eventos fortuitos” encontrados no celular de Frederick Wassef, advogado do ex-presidente Jair Bolsonaro e do senador Flávio Bolsonaro. A decisão foi tomada durante o inquérito que investiga as joias sauditas.

Nova Apuração e Prazos

A ordem foi assinada na terça-feira, 30 de junho de 2026, e a nova investigação será realizada separadamente do inquérito original. Moraes concedeu um prazo de 15 dias para que a Procuradoria Geral da República (PGR) se manifeste sobre as descobertas da Polícia Federal e as “hipóteses criminais” levantadas pelos investigadores.

Contexto da Investigação

A decisão do ministro ocorreu meses após o pedido da Polícia Federal, feito em 4 de março de 2026, que solicitou o arquivamento da investigação principal. Essa apuração investigava a apropriação de objetos de luxo recebidos por Bolsonaro como presentes de autoridades estrangeiras e a venda ilegal de joias da Arábia Saudita.

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, argumentou que a falta de uma legislação específica sobre a destinação de presentes recebidos por presidentes inviabiliza uma denúncia por peculato. No entanto, Moraes decidiu não arquivar a apuração e pediu um pronunciamento da PGR sobre o pedido da Polícia Federal relacionado a Wassef.

Reação de Wassef

Frederick Wassef contestou a validade da busca e apreensão que resultou na coleta de seu celular, alegando que a operação foi realizada sem a presença de um representante da OAB, o que, segundo ele, torna o procedimento “nulo e ilegal”. O advogado também questionou a relevância de qualquer informação encontrada no aparelho, dado o tempo decorrido desde a apreensão.

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Wassef afirmou que nunca praticou irregularidades e que não há nada em seus celulares que justifique uma apuração sem justa causa. Ele destacou que suas prerrogativas como advogado foram violadas durante a busca e apreensão, que durou quatro horas e meia.

Conclusão

A abertura da nova investigação sobre Frederick Wassef reflete a continuidade das apurações relacionadas ao ex-presidente Jair Bolsonaro e seus aliados. A decisão de Moraes e as alegações de Wassef sobre a legalidade da operação evidenciam a complexidade do caso e as tensões entre as partes envolvidas.

Fonte por: Poder 360

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