MP investiga descarte de 40 mil livros em Osasco

Grupo solicita apuração sobre a responsabilidade da prefeitura no caso do acervo da Biblioteca Monteiro Lobato

28/04/2026 01:20

2 min

MP investiga descarte de 40 mil livros em Osasco
(Imagem de reprodução da internet).

Coletivo JuntOz solicita investigação sobre descarte de livros em Osasco

O Mandato Coletivo JuntOz, da Câmara de Osasco, protocolou uma ação no Ministério Público de São Paulo nesta segunda-feira (27) para investigar a responsabilidade da Prefeitura de Osasco no descarte de aproximadamente 40 mil livros da Biblioteca Municipal Monteiro Lobato.

De acordo com o coletivo, o acervo era composto exclusivamente por doações e era considerado o maior da região Oeste da Grande São Paulo. Na representação, os autores pedem a apuração de possível negligência em relação ao patrimônio cultural do município, além de investigar eventuais crimes contra o patrimônio público e responsabilizar os envolvidos.

Justificativa da Prefeitura e solicitações do coletivo

Após a justificativa da administração municipal de que os livros estavam contaminados por fungos, o coletivo solicitou que a prefeitura apresente um laudo técnico que comprove a contaminação e a necessidade do descarte. Além disso, pedem uma lista detalhada dos livros que foram enviados ao lixo e um plano de reposição imediata do acervo.

No pedido final, os representantes requerem a instauração imediata de um inquérito civil público para apurar a responsabilidade do prefeito Gerson Pessoa e de secretários municipais de Cultura pela omissão na guarda e pelo descarte do acervo.

Medidas adicionais solicitadas

O grupo também solicita uma recomendação administrativa urgente para que a Prefeitura de Osasco suspenda qualquer novo descarte de livros da Biblioteca Monteiro Lobato, lacre as caçambas remanescentes e recupere o material que ainda não foi retirado.

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Além disso, pedem a adoção de ações de conservação dos exemplares recuperáveis e a abertura de um inquérito policial para investigar possíveis crimes, como dano qualificado, peculato e infração contra o patrimônio cultural. Os representantes ainda requerem um laudo pericial urgente nos livros descartados e resgatados para verificar a existência de contaminação por fungos.

A Prefeitura de Osasco foi contatada e aguarda retorno sobre a situação.

Fonte por: CNN Brasil

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