O Grande Debate: Congresso aprovará ou não o fim da escala 6×1?

Câmara avança em discussão sobre redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas, mas parlamentares divergem sobre impactos econômicos.

24/04/2026 02:20

2 min

O Grande Debate: Congresso aprovará ou não o fim da escala 6×1?
(Imagem de reprodução da internet).

Debate sobre o Fim da Escala 6×1 no Congresso

Os deputados Lucas Redecker (PSD-RS) e Lindbergh Farias (PT-RJ) discutiram, na última quinta-feira (23), a possibilidade de o Congresso aprovar o fim da escala 6×1. O presidente da Câmara, Hugo Motta, anunciou a criação de uma comissão especial para analisar a proposta, que já foi aprovada na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

A relatoria do projeto ficou a cargo do deputado Paulo Asi, do União Brasil, que é apoiado por alguns parlamentares para continuar nessa função. Além das propostas em análise na Câmara, o governo federal enviou um projeto de lei em regime de urgência, mas Motta prefere que a discussão ocorra por meio de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC).

Consequências Econômicas da Mudança

Durante o debate, Lucas Redecker expressou preocupações sobre os impactos econômicos da mudança, especialmente para pequenas e médias empresas. Ele destacou que a alteração pode resultar em um aumento de até 22% nos custos para os empregadores, o que poderia levar ao fechamento de empresas ou ao repasse desses custos para os consumidores.

Redecker sugeriu a criação de alternativas, como benefícios fiscais e a desoneração da folha de pagamento, para mitigar os efeitos negativos da proposta.

Perspectivas e Críticas à Proposta

Por outro lado, Lindbergh Farias defendeu a proposta como um “avanço civilizatório”, comparando as críticas atuais a argumentos históricos contra outras conquistas trabalhistas. Ele rejeitou a ideia de que o governo deveria subsidiar a mudança, afirmando que recursos públicos devem ser direcionados a áreas como educação e saúde.

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Farias também expressou preocupação com tentativas de adiar a votação para depois das eleições municipais e alertou que a tramitação via PEC pode prolongar o processo, frustrando as expectativas da população. Hugo Motta espera que a proposta seja aprovada até o final de maio ou início de junho, após a votação na comissão especial e no plenário da Câmara.

Fonte por: CNN Brasil

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