‘O novo luxo é escutar o silêncio’: empresas substituem auditórios por experiências imersivas

Transformação nos Encontros Empresariais
Nos últimos anos, a organização de encontros empresariais passou por uma significativa transformação. Em vez de apenas reservar auditórios ou hotéis, as empresas estão priorizando aspectos como atenção, escuta e disponibilidade real, que não podem ser quantificados em planilhas ou apresentações.
Crescimento do Mercado de Wellness Corporativo
Esse fenômeno reflete uma tendência global. De acordo com a consultoria Grand View Research, o mercado de wellness corporativo deve movimentar US$ 55,1 bilhões até 2025, com foco em saúde mental, qualidade de vida e engajamento no ambiente de trabalho.
Novas Abordagens para Conexões
Na prática, isso implica em substituir salas fechadas por caminhadas na natureza, momentos de pausa e refeições compartilhadas. Essas atividades visam aproximar pessoas que, apesar de trabalharem juntas há anos, muitas vezes não se conhecem bem fora do ambiente corporativo.
Inovação com o Roga Village
Um exemplo dessa nova abordagem é o Roga Village, em Atibaia, idealizado por um grupo de empresários. O espaço se diferencia ao oferecer não apenas hospedagem, mas jornadas personalizadas que atendem aos objetivos específicos de cada grupo.
Foco na Experiência e Conexão
João Henrique Martins da Silva, um dos idealizadores, destaca que o verdadeiro desafio é entender a mensagem que a empresa deseja transmitir e construir toda a jornada em torno disso. Ele enfatiza que, antes de qualquer cargo, existe uma pessoa, e que o bem-estar individual é fundamental para o sucesso coletivo.
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Empresas de diversos setores, como laboratórios e escritórios de advocacia, têm buscado formatos mais flexíveis e alinhados aos desafios de liderança e cultura organizacional. No Roga, cada grupo recebe uma proposta única, que pode incluir práticas de respiração, atividades ao ar livre e experiências gastronômicas que promovem conexões mais profundas.
Resultados e Reflexões
Durante uma das imersões, os participantes foram incentivados a deixar seus celulares de lado, com uma multa para quem atendesse ligações. O objetivo era promover uma presença genuína, afastando a ideia de que esses encontros são apenas confraternizações ou palestras.
João acredita que o verdadeiro valor dessas experiências não está apenas nas dinâmicas, mas na nova perspectiva que os participantes ganham sobre seus negócios e papéis. Ele ressalta que a mudança de ambiente e a desaceleração do ritmo cotidiano abrem espaço para reflexões que normalmente não ocorrem no escritório.
Valorização do Silêncio e da Interação
Atualmente, a exclusividade não está mais ligada apenas a experiências luxuosas, mas também à disponibilidade e ao silêncio. Executivos estão começando a valorizar momentos de contemplação em suas agendas lotadas.
Essa tendência também se reflete em grandes eventos internacionais, como o Festival de Cannes, onde experiências voltadas ao equilíbrio entre corpo e mente estão se tornando cada vez mais comuns. Embora ainda seja cedo para prever se esse modelo se tornará predominante, já é evidente que a valorização do silêncio e da qualidade da interação está em ascensão.
Fonte por: Jovem Pan
Autor(a):
Redação
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