OMS solicita regulamentação global para sachês de nicotina

Sachês de nicotina: pequenos envelopes que liberam nicotina pela mucosa bucal entre gengiva e lábio.

15/05/2026 13:30

3 min

OMS solicita regulamentação global para sachês de nicotina
(Imagem de reprodução da internet).

OMS Recomenda Regulamentação dos Sachês de Nicotina

A Organização Mundial da Saúde (OMS) pediu que os governos em todo o mundo implementem uma regulamentação abrangente para os sachês de nicotina. Em 2024, as vendas desses produtos no varejo ultrapassaram 23 bilhões de unidades, representando um aumento superior a 50% em relação ao ano anterior.

Durante uma coletiva de imprensa, Vinayak Prasad, chefe da Unidade da Iniciativa Livre do Tabaco da OMS, destacou que “o uso de sachês de nicotina está se espalhando rapidamente, enquanto a regulamentação não acompanha esse crescimento. Os governos devem agir imediatamente com medidas de proteção sólidas e baseadas em evidências”.

No contexto do Dia Mundial Sem Tabaco, a OMS recomenda ações como a proibição de sabores nos sachês de nicotina, a restrição de publicidade e promoção, incluindo nas redes sociais e por influenciadores, além de reforçar os sistemas de verificação de idade e controle de vendas no varejo.

Além disso, a organização sugere a implementação de advertências sanitárias claras e embalagens neutras, a limitação do teor de nicotina permitido e a aplicação de impostos que tornem esses produtos menos acessíveis, especialmente para o público jovem.

Relatório sobre o Crescimento dos Sachês de Nicotina

A OMS divulgou o relatório “Revelando as táticas e estratégias de marketing que impulsionam o crescimento global dos sachês de nicotina”, alertando sobre a rápida expansão desses produtos, que são comercializados de forma “agressiva” entre adolescentes e jovens.

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Os sachês de nicotina são pequenos envelopes que liberam nicotina através da mucosa bucal, sendo compostos por nicotina, aromatizantes, adoçantes e outros aditivos. O mercado global desses produtos deve atingir um valor próximo a 6 bilhões de euros em 2025.

A OMS enfatiza que a nicotina é altamente viciante e prejudicial, especialmente para crianças e jovens adultos, cujos cérebros ainda estão em desenvolvimento. A exposição à nicotina na adolescência pode afetar o desenvolvimento cerebral, impactando a atenção, memória e aprendizado.

Mercado Espanhol em Crescimento

Ranti Fayokun, representante da OMS, destacou que a Espanha se tornou um mercado importante para os sachês de nicotina. Estima-se que atualmente sejam vendidas cerca de cinco milhões de latas, com a possibilidade de esse número aumentar para oito milhões.

Em 2025, o governo espanhol aprovou um Anteprojeto de Lei que altera a Lei 28/2005, visando reforçar a proteção da saúde pública e adaptar a regulamentação aos novos padrões de consumo e à evolução do mercado de produtos relacionados à nicotina.

Esse Anteprojeto inclui a regulamentação dos sachês de nicotina para uso oral, que devem ser submetidos ao Parlamento para aprovação.

Dependência entre os Jovens

Segundo o documento da OMS, cerca de 160 países não possuem regulamentação específica sobre sachês de nicotina, enquanto 16 proibiram sua venda e 32 estabeleceram algum tipo de regulamentação. Entre esses, cinco restringem sabores, 26 limitam a venda a menores e 21 proíbem publicidade e promoção.

Etienne Krug, diretor do Departamento de Determinantes da Saúde da OMS, afirmou que “os governos estão observando uma rápida disseminação do uso desses produtos, especialmente entre adolescentes e jovens, que são alvo de táticas enganosas”.

A OMS alerta que esses produtos são projetados para gerar dependência, utilizando táticas de marketing que atraem consumidores jovens, como embalagens elegantes, sabores atrativos e promoções nas redes sociais.

Inadequação para Cessação do Tabagismo

Sobre o uso de sachês de nicotina como ferramenta para cessação do tabagismo, a OMS ressalta que já existem métodos eficazes e comprovados para parar de fumar. Os produtos não devem ser comercializados com alegações sobre a cessação do tabagismo, a menos que tenham passado por rigorosa avaliação científica e regulatória que comprove sua segurança e eficácia.

Fonte por: Jovem Pan

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