PL considera “perseguição” após condenação de Eduardo Bolsonaro

Congressistas e familiares de Bolsonaro reagem nas redes sociais à decisão do STF, chamando-a de “ataque à liberdade”.

16/06/2026 21:30

2 min

PL considera “perseguição” após condenação de Eduardo Bolsonaro
(Imagem de reprodução da internet).

Condenação de Eduardo Bolsonaro gera críticas

Integrantes da família Bolsonaro e congressistas manifestaram descontentamento com a condenação de Eduardo Bolsonaro (PL) pela 1ª Turma do Supremo Tribunal Federal. O ex-deputado, que se encontra autoexilado nos Estados Unidos, foi sentenciado a 4 anos e 2 meses de reclusão em regime semiaberto, devido ao crime de coação no curso do processo relacionado ao julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Reações de políticos e aliados

O deputado federal Sóstenes Cavalcante, líder do PL, classificou a condenação como uma forma de perseguição à oposição, afirmando que o país enfrenta uma “caça” a adversários políticos, onde defender ideias se tornou um crime. Outros membros da família Bolsonaro também se manifestaram, como Nikolas Ferreira (PL-MG), que criticou a falta de imparcialidade da Justiça brasileira.

Críticas à atuação da direita

Carlos Bolsonaro (PL-SC) expressou sua insatisfação com o silêncio da “direita permitida”, sugerindo que há uma orquestração contra a família. Jair Renan Bolsonaro, vereador em Balneário Camboriú, também denunciou uma suposta perseguição institucional contra conservadores.

Aspectos legais da condenação

O crime de coação no curso do processo, conforme o artigo 344 do Código Penal, ocorre quando há uso de violência ou ameaça para influenciar decisões em processos judiciais. O relator Alexandre de Moraes destacou que, para a configuração do crime, não é necessário provar que o STF se sentiu intimidado, mas sim que a ameaça foi capaz de interferir no julgamento.

Eduardo Bolsonaro e seu autoexílio

Desde fevereiro de 2025, Eduardo Bolsonaro reside nos Estados Unidos, onde anunciou sua licença do mandato para combater o que considera perseguição política à sua família. Ele tem utilizado sua permanência no exterior como uma plataforma para pressionar autoridades americanas em relação às decisões do STF, afirmando estar “24 horas por dia focado” nessa missão.

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Segundo Moraes, a atuação de Eduardo ultrapassou a manifestação política e se configurou como crime ao tentar intimidar ministros do Supremo durante o julgamento de Jair Bolsonaro na ação penal relacionada a uma suposta trama golpista.

Fonte por: Poder 360

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