Quase metade das crianças no mundo enfrenta riscos climáticos

Estudo do Unicef revela que 16 milhões de jovens no Brasil enfrentam até 3 ameaças, incluindo poluição do ar e malária.

20/06/2026 09:30

3 min

Quase metade das crianças do mundo sofre risco climático
Quase metade das crianças do mundo sofre risco climático

Riscos Climáticos Afetam Crianças em Todo o Mundo

Um estudo recente revela que cerca de 1,1 bilhão de crianças e adolescentes globalmente estão expostos a pelo menos três riscos climáticos, que comprometem sua saúde, educação e sobrevivência. Essas informações fazem parte do Relatório de Risco Climático das Crianças 2026, divulgado pelo Unicef em 15 de junho de 2026.

O relatório destaca que quase todas as crianças enfrentam pelo menos um risco climático, e mais de 4 milhões podem estar sujeitas a até seis ameaças diferentes. No Brasil, 16 milhões de crianças estão expostas a três ou mais riscos, como ondas de calor e secas.

Ameaças Climáticas Mais Comuns

O estudo mapeia a exposição das crianças a oito ameaças climáticas predominantes: enchentes costeiras, secas, calor extremo, queimadas, ondas de calor, enchentes de rios, tempestades de areia e poeira, e tempestades tropicais. Pela primeira vez, o relatório detalha a intensidade e a localização dessas ameaças, além de sugerir ações que os governos podem adotar para mitigar os impactos.

De acordo com a diretora-executiva do Unicef, Catherine Russell, as vidas das crianças estão sendo severamente afetadas por fenômenos como ondas de calor e incêndios florestais.

Combinações de Riscos e Regiões Vulneráveis

A combinação mais frequente de riscos climáticos inclui seca, calor extremo e ondas de calor, afetando mais de 296 milhões de crianças. A segunda combinação mais comum, que envolve seca, calor extremo e tempestades tropicais, impacta mais de 115 milhões de crianças globalmente. Na região do Sahel, na África, mais de 4 milhões de crianças enfrentam a tripla ameaça de ondas de calor, calor extremo e tempestades de areia.

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Na Ásia, países como Bangladesh, Mianmar e Paquistão apresentam uma exposição ainda maior a essas ameaças. Mesmo em países de alta renda, como a Itália, mais de 6 milhões de crianças estão expostas a ondas de calor prolongadas e secas.

Poluição do Ar e Malária

Além das ameaças climáticas, o relatório também aborda a poluição do ar e a malária, que são riscos exacerbados pelas mudanças climáticas. Globalmente, quase todas as crianças são afetadas pela poluição do ar, enquanto 1 bilhão está exposto à malária. No Brasil, 95% das crianças e adolescentes enfrentam a poluição do ar, e 5,6 milhões estão em risco de malária.

O relatório alerta que, sem ações urgentes para reduzir as emissões de gases de efeito estufa, as ameaças climáticas se tornarão mais frequentes e intensas, afetando ainda mais o bem-estar das crianças.

Recomendações do Unicef

Para proteger os direitos das crianças e enfrentar a crise climática, o Unicef propõe diversas recomendações, incluindo:

  • Reduzir as emissões e adotar ações para cumprir compromissos internacionais, como a transição para energias renováveis;
  • Proteger crianças e adolescentes por meio de adaptações climáticas inclusivas;
  • Reduzir riscos de desastres e tornar serviços públicos essenciais mais resilientes;
  • Incluir políticas para crianças nos planos nacionais de adaptação;
  • Criar escolas seguras e unidades de saúde resilientes ao clima;
  • Assegurar a segurança alimentar das crianças;
  • Tornar sistemas de alerta precoce eficazes e acessíveis;
  • Fortalecer serviços de água e saneamento e sistemas de proteção social;
  • Empoderar crianças e jovens para que participem ativamente da ação climática;
  • Fortalecer a capacidade de tomadores de decisão em respeitar os direitos das crianças.

Essas recomendações visam ajudar governos e tomadores de decisão a planejar melhor e investir de forma eficaz em serviços resilientes.

Fonte por: Poder 360

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