Tibetano se incendeia próximo à sede da ONU em NY e morre

Homem morre após autoimolação em Nova York
A polícia de Nova York confirmou a morte de um homem devido a queimaduras graves nas proximidades da sede das Nações Unidas. Ativistas e um veículo de comunicação da comunidade tibetana no exílio identificaram a vítima como um tibetano que ateou fogo ao próprio corpo em um protesto pela independência do Tibete.
Os agentes do Departamento de Polícia de Nova York foram acionados para uma ocorrência de emergência por volta das 18h30 (horário local) e encontraram o homem com queimaduras severas. Ele foi levado ao Hospital Bellevue, onde sua morte foi confirmada. A identidade do homem ainda não foi divulgada pelas autoridades, que continuam investigando o caso.
Protesto pela independência do Tibete
Segundo o veículo Voice of Tibet, o ativista tibetano Logba Rangzen ateou fogo ao próprio corpo em frente à sede da ONU, após fazer um apelo ao vivo pela independência do Tibete. Rangzen, que trabalhava como motorista da Uber, foi ao local com uma bandeira tibetana. Um colega de trabalho, Lobsang Paljor, afirmou que ele estava indignado com as restrições impostas pelo governo chinês ao seu povo.
Nova lei chinesa e suas implicações
Recentemente, os Estados Unidos e a União Europeia expressaram preocupação com uma nova lei chinesa sobre unidade étnica, que permite ao governo de Pequim tomar medidas contra pessoas fora do país. A legislação visa criar uma identidade nacional compartilhada entre os 55 grupos étnicos minoritários da China, incluindo tibetanos e uigures, que frequentemente demonstram insatisfação com o governo.
Historicamente, tibetanos têm recorrido à autoimolação como forma de protesto contra as políticas de Pequim. Desde que a China assumiu o controle do Tibete em 1950, grupos internacionais de direitos humanos têm denunciado o que consideram um domínio opressivo sobre a região, enquanto Pequim rejeita essas alegações.
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Conclusão sobre a situação no Tibete
Questões relacionadas às minorias étnicas são extremamente sensíveis na China, com tibetanos e outros grupos minoritários enfrentando intensa vigilância. Desde a presidência de Xi Jinping, em 2012, o controle sobre o Tibete foi ampliado. Tencho Gyatso, presidente da Campanha Internacional pelo Tibete, lamentou a morte de Rangzen, descrevendo-o como um defensor incansável do Tibete. Entre 2009 e 2022, mais de 150 casos de autoimolação de tibetanos foram registrados, com 10 ocorrendo no exílio.
Fonte por: CNN Brasil
Autor(a):
Redação
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