Volatilidade impulsiona Tesouro a aumentar emissão vinculada à Selic

Investidores elevam demanda por papéis pós-fixados em maio; estoque da dívida pública atinge R$ 9 trilhões. Leia no Poder360.

26/06/2026 16:40

3 min

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Emissões de Títulos Públicos Aumentam em Meio à Volatilidade do Mercado

A instabilidade nos mercados e a preferência dos investidores por títulos atrelados à Selic resultaram em um aumento nas emissões de dívida do Tesouro Nacional em maio. Durante a apresentação do Relatório Mensal da Dívida Pública, o coordenador-geral de Operações da Dívida Pública, Helano Borges Dias, destacou que as tensões geopolíticas no Oriente Médio contribuíram para essa volatilidade.

Os títulos indexados à taxa básica representaram 62,5% das emissões do mês, elevando o estoque da Dívida Pública Federal para R$ 9,03 trilhões, um aumento de R$ 234,4 bilhões (2,66%) em comparação a abril.

Dados das Emissões e Resgates

O Tesouro Nacional informou que foram emitidos R$ 166,27 bilhões em títulos públicos, enquanto R$ 31,81 bilhões foram resgatados, resultando em uma emissão líquida de R$ 134,46 bilhões. Com a apropriação de cerca de R$ 100 bilhões em juros, o estoque da dívida alcançou o maior nível registrado até o momento.

O coordenador também mencionou que, apesar de uma leve redução na aversão ao risco, a volatilidade permaneceu alta ao longo do mês, refletindo-se tanto na curva de juros quanto nos leilões do Tesouro.

Preferência por Títulos Pós-Fixados

Em um cenário de incerteza, os investidores demonstraram maior interesse por títulos pós-fixados, como a Letra Financeira do Tesouro (LFT), para minimizar riscos associados a títulos prefixados e indexados a índices de preços. Isso resultou em um aumento da participação dos papéis pós-fixados no estoque da dívida, que subiu de 48,59% em abril para 48,99% em maio.

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Por outro lado, a fatia de títulos corrigidos pela inflação caiu de 26,76% para 26,26%, enquanto os prefixados aumentaram de 20,85% para 21%.

Prazo e Custo da Dívida

O percentual da dívida com vencimento em até 12 meses subiu de 18,99% para 20,26%, refletindo a inclusão de títulos que vencem em maio de 2027. Apesar disso, o prazo médio da dívida teve uma leve redução, passando de 4,12 anos para 4,07 anos, mantendo-se dentro dos parâmetros do Plano Anual de Financiamento.

O custo médio da dívida também apresentou um aumento, passando de 12,22% ao ano para 12,31% ao ano, enquanto o custo das novas emissões subiu de 14,08% para 14,19% ao ano.

Liquidez e Desempenho do Tesouro Direto

Apesar da volatilidade, o Tesouro Nacional informou que sua posição de caixa permanece confortável, com uma reserva de liquidez de R$ 1,21 trilhão em maio, suficiente para cobrir mais de nove meses de vencimentos.

No Tesouro Direto, as vendas totalizaram R$ 10,22 bilhões, com resgates de R$ 4,15 bilhões, resultando em uma emissão líquida recorde de R$ 6,07 bilhões. O desempenho foi impulsionado pela alta demanda por títulos pós-fixados, especialmente o Tesouro Selic, que representou quase 40% da demanda total.

O programa encerrou maio com 3,59 milhões de investidores ativos, um aumento de quase 20% em relação ao mesmo período do ano anterior, com a maioria das aplicações concentradas em valores inferiores a R$ 5.000.

Fonte por: Poder 360

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