‘Vorcaro pagou DCM para evitar críticas a Master, afirma PF’

Escândalo do Banco Master e Pagamentos ao DCM
O banqueiro Daniel Vorcaro, envolvido no escândalo do Banco Master, foi acusado de pagar o site “Diário do Centro do Mundo (DCM)” para que deixasse de publicar críticas ao seu banco. A Polícia Federal (PF) revelou que Vorcaro destinava R$ 50 mil mensais ao site para evitar notícias negativas, conforme documentos enviados ao Supremo Tribunal Federal (STF).
Os investigadores afirmam que o DCM foi “cooptado” por Vorcaro para não veicular informações desfavoráveis sobre o Banco Master e, em contrapartida, atacar seus adversários. Os pagamentos eram realizados por Luiz Phillip Mourão, conhecido como “Sicário”, que é apontado como membro da milícia privada de Vorcaro, segundo mensagens trocadas em julho de 2024.
Reações do Banqueiro e Mensagens Reveladoras
A investigação também revelou a insatisfação de Vorcaro com as reportagens negativas sobre o Banco Master. Em mensagens de setembro de 2024, ele expressou a intenção de “comprar os caras” e “derrubar o blog” após a publicação de notícias sobre processos judiciais contra o banco. A PF interpretou essas conversas como uma tentativa de influenciar a linha editorial do DCM, comprometendo a independência da imprensa.
Em outra troca de mensagens, de outubro de 2024, Vorcaro sugeriu “contratar” o site para atacar seus inimigos, demonstrando sua frustração com a cobertura negativa.
Suposta Parceria e Pagamentos
Após as queixas de Vorcaro, Sicário mencionou que o DCM estava questionando sobre uma possível parceria. Vorcaro respondeu com a proposta de R$ 50 mil mensais, e Mourão se comprometeu a formalizar a proposta. Em setembro de 2025, Sicário pediu a Vorcaro que providenciasse pagamentos ao DCM, indicando que o site já havia cobrado por serviços prestados.
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Quando a suspeita de pagamentos ao DCM veio à tona, o site negou ter recebido qualquer recurso ou benefício de pessoas investigadas na operação, afirmando não ter relação com os fatos apurados.
Defesa do Diário do Centro do Mundo
O DCM emitiu uma nota afirmando que não foi mencionado nominalmente na Operação Compliance Zero e que não sabe a que se refere a sigla citada nos documentos judiciais. O advogado do site, Francisco Ramos, defendeu que o DCM não é citado diretamente nas investigações e que nenhum de seus jornalistas ou colaboradores está sendo investigado.
A defesa também destacou que não há registros documentais que associem o site a pagamentos ou contratos com os investigados. Além disso, as conversas divulgadas são privadas e carecem de contexto, podendo ser potencialmente difamatórias. O DCM enfatizou que foi um dos veículos que mais criticou o Banco Master e seu proprietário, contradizendo a hipótese de uma contratação para silenciar críticas.
Fonte por: Jovem Pan
Autor(a):
Redação
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