Vorcaro teria assinado contrato para documentário durante prisão

Contrato entre Daniel Vorcaro e Thiago Miranda durante prisão
O banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, teria assinado um contrato com o publicitário Thiago Miranda para a realização de um documentário enquanto estava detido. A minuta desse contrato foi descoberta pela Polícia Federal durante operações em endereços de Miranda na quinta-feira, 9 de julho de 2026.
A informação foi divulgada pelo jornalista Igor Gadelha. De acordo com a PF, a assinatura do contrato ocorreu em 31 de março, na Superintendência da Polícia Federal em Brasília, onde Vorcaro permaneceu preso até junho.
Detalhes sobre o documento e a investigação
O ministro André Mendonça, relator do Caso Master no Supremo Tribunal Federal (STF), confirmou a existência do contrato e a data da assinatura em uma decisão que ordenou a apreensão do passaporte de Thiago Miranda, publicada no sábado, 11 de julho de 2026.
Segundo a investigação preliminar da PF, o contrato visava a produção de um documentário intitulado provisoriamente “Caso Banco Master”. Ambos, Miranda e Vorcaro, se comprometeram a conceder entrevistas e fornecer acesso a documentos e dados para a realização do projeto.
Mendonça destacou que a descoberta da minuta do contrato, supostamente firmada entre Miranda e Vorcaro enquanto este estava preso, levanta questões sobre a legalidade do acordo. O ministro observou que, embora a produção de uma obra audiovisual não seja, por si só, criminosa, as circunstâncias e a natureza do contrato podem ter implicações penais.
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Relação entre Vorcaro e Miranda
Thiago Miranda é publicitário e proprietário da Agência MiThi, além de ter sido parte do Grupo Léo Dias, onde atuou em funções executivas. A investigação aponta que ele foi um dos principais envolvidos em um projeto para contratar influenciadores e jornalistas com o objetivo de promover o Banco Master, fundado por Vorcaro.
A Polícia Federal alega que Miranda, Vorcaro e outros membros do grupo teriam realizado ações para manipular a opinião pública, intimidar e acessar dados sigilosos de jornalistas, concorrentes e pessoas ligadas ao presidente do Banco Central.
Fonte por: Poder 360
Autor(a):
Redação
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