Defesa de Lulinha considera solicitar arquivamento de inquérito à PF

Advogados afirmam que investigação sobre Lulinha no caso do INSS já caducou e carece de provas. Confira no Poder360.

06/07/2026 21:40

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Na imagem, Fábio Luís Lula da Silva, 51 anos, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT
Na imagem, Fábio Luís Lula da Silva, 51 anos, filho do president...

Defesa de Lulinha busca arquivamento de investigação da Polícia Federal

Os advogados de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, estão considerando solicitar uma audiência com o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, para pleitear o arquivamento da investigação por falta de provas. A defesa argumenta que, mesmo após a quebra de sigilo, a Operação Sem Descanso não encontrou evidências suficientes para justificar a manutenção de Lulinha como investigado.

A Polícia Federal informou que precisará de mais tempo para concluir as investigações sobre fraudes nos descontos do INSS. O relatório foi enviado ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, e o atraso se deve à escassez de policiais disponíveis para o caso.

Elementos da investigação e defesa de Lulinha

Marco Aurélio de Carvalho, advogado de Lulinha, afirmou que as provas coletadas até o momento não demonstram ligação direta entre seu cliente e o empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS. A defesa também conta com o apoio do advogado Guilherme Suguimori.

Embora ainda não tenham feito um pedido formal, os advogados estão considerando levar o caso ao conhecimento do diretor-geral da Polícia Federal, embora o chefe da corporação não tenha influência sobre os inquéritos conduzidos pelos delegados federais.

A defesa confirmou que Careca do INSS financiou uma viagem de Lulinha a Portugal, onde ele explorou o setor de medicamentos à base de canabidiol. Em fevereiro, foi noticiado que o ministro Mendonça autorizou a quebra do sigilo fiscal de Lulinha.

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Na decisão que permitiu a quebra dos sigilos, o ministro determinou que os provedores de internet preservassem os e-mails de Lulinha pelo tempo necessário para as investigações.

Investigação sobre fraudes no INSS

André Mendonça é o relator no Supremo Tribunal Federal da investigação que apura fraudes relacionadas a descontos ilegais em pagamentos do INSS. Ele foi indicado ao STF em dezembro de 2021 pelo então presidente Jair Bolsonaro.

Além de sua atuação na investigação do INSS, Mendonça também é responsável pelo caso do Banco Master, que foi liquidado extrajudicialmente pelo Banco Central devido a suspeitas de uso de títulos de crédito falsos em seus balanços.

Fonte por: Poder 360

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