Erika Hilton afirma que Senado é ‘grande incógnita’ após votação do fim da 6×1 na Câmara

Proposta de redução da jornada de trabalho será deliberada nesta terça-feira (27)

27/05/2026 23:30

2 min

Erika Hilton afirma que Senado é ‘grande incógnita’ após votação do fim da 6×1 na Câmara
(Imagem de reprodução da internet).

Deputada Erika Hilton Comenta Sobre Votação da PEC no Senado

A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) afirmou em entrevista que o Senado Federal representa uma “grande incógnita” em relação à votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que visa o fim da escala 6×1 e a redução da jornada de trabalho. A votação está agendada para esta quarta-feira (27) na Câmara dos Deputados.

Hilton destacou a necessidade de aplicar a mesma estratégia utilizada na Câmara para conquistar apoio no Senado. Ela enfatizou a importância de demonstrar que a proposta possui um apelo popular significativo e que a sociedade está atenta a essa votação.

Expectativas e Estratégias para o Senado

De acordo com a deputada, a melhor abordagem para garantir a aprovação da PEC no Senado é aproveitar a expectativa popular em torno do tema. Hilton mencionou que, caso a proposta seja aprovada na Câmara, a ansiedade da sociedade em relação à votação no Senado aumentará consideravelmente, o que pode ser um fator decisivo para o convencimento dos senadores.

Após a votação na Câmara, a deputada planeja se reunir com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), para avaliar a situação. Ela expressou preocupação sobre como os senadores poderão reagir e quais manobras poderão ser realizadas durante o processo.

Votação da PEC na Câmara dos Deputados

A comissão especial da Câmara já aprovou a PEC que propõe o fim da escala 6×1. A votação agora ocorrerá no Plenário, onde os 513 deputados decidirão sobre a proposta. O texto sugere a redução da jornada máxima de trabalho de 44 horas para 40 horas semanais, sem diminuição salarial, além de aumentar a folga semanal para dois dias, que não precisam ser consecutivos.

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O relator da proposta, deputado Leo Prates (Republicanos-BA), argumentou que a transição para uma jornada de 40 horas, com a garantia de dois dias de descanso semanal remunerado, é uma medida urgente e necessária, que valoriza o trabalho e a dignidade humana.

O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), anunciou que o governo e a Casa Baixa concordaram em um prazo de 60 dias para que as medidas da PEC comecem a valer. Durante esse período, a jornada de trabalho será reduzida de 44 horas para 42 horas, e, após um ano, para 40 horas.

Fonte por: Jovem Pan

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