Moraes afirma que Bolsonaro apresentou informações inconsistentes sobre armas

Decisão de Moraes sobre Apreensão de Armas de Bolsonaro
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, afirmou na quarta-feira (8 de julho de 2026) que a defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro apresentou informações contraditórias sobre os armamentos em sua residência. Essa declaração foi parte de uma decisão que autorizou a busca e apreensão de armas na casa do ex-chefe do Executivo.
De acordo com Moraes, as informações divergentes tornaram a operação “imprescindível” para assegurar que não restem armas na residência de Bolsonaro.
Motivos para a Apreensão
Moraes destacou que a permanência de armas de fogo em posse do ex-presidente, após a determinação de entrega integral, é incompatível com a ordem judicial anterior. Ele justificou a medida como necessária para localizar e apreender armamentos remanescentes.
No início da semana, o Comando do Batalhão de Polícia do Exército de Brasília informou ao STF que entregou seis das oito armas registradas em nome de Bolsonaro à Polícia Federal. No mesmo dia, Moraes havia determinado que o arsenal fosse entregue em até 48 horas.
Desaparecimento de Armas
O batalhão relatou que duas armas listadas não estavam disponíveis. A defesa de Bolsonaro, por sua vez, informou que uma pistola Glock, que o batalhão não conseguiu localizar, foi apreendida pela Polícia Civil do Distrito Federal. Além disso, uma espingarda da Maestro Arms Company, que a defesa afirma ter sido um presente a Bolsonaro, permanece na loja onde foi comprada.
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Reação da Defesa
Um dos advogados do ex-presidente, João Henrique Freitas, confirmou a operação de busca e disse que nada foi encontrado. Ele expressou sua indignação nas redes sociais, lamentando que um ex-presidente da República seja submetido a esse tipo de ação.
Prisão Domiciliar de Bolsonaro
Atualmente, Bolsonaro cumpre uma pena de 27 anos e 3 meses e está em prisão domiciliar desde 24 de março, por questões de saúde. Embora Moraes tenha mantido o regime domiciliar, revogou o porte de arma e o certificado de registro de Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador (CAC) do ex-presidente.
A decisão de apreensão do arsenal foi motivada por um incidente ocorrido em 15 de junho, quando a Polícia Militar do Distrito Federal apreendeu uma pistola Glock em um carro conduzido por um segurança de Bolsonaro. A defesa alegou que a arma estava inoperante e foi entregue ao segurança para manutenção.
Apesar de a Procuradoria Geral da República não ter identificado falta grave na conduta de Bolsonaro, o STF considerou que a posse de armas é incompatível com a atual condição jurídica do condenado.
Fonte por: Poder 360
Autor(a):
Redação
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