Trump exonera membros e reduz comissão eleitoral

Órgão permanece sem liderança a poucos meses das eleições de meio de mandato nos Estados Unidos. Confira no Poder360.

10/07/2026 05:30

2 min

O presidente dos EUA Donald Trump no Salão Oval da Casa Branca, em 26 de junho 2026
O presidente dos EUA Donald Trump no Salão Oval da Casa Branca, ...

Demissões na Comissão de Assistência Eleitoral dos EUA

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, demitiu dois membros democratas da Comissão de Assistência Eleitoral (EAC), deixando o órgão federal sem liderança a poucos meses das eleições de meio de mandato, programadas para novembro. Os comissários Thomas Hicks e Benjamin Hovland foram notificados por e-mail na quinta-feira, 9 de julho de 2026, sobre o término imediato de seus mandatos.

Com a saída de Hicks e Hovland, a EAC ficou com apenas um membro republicano, Christy McCormick, enquanto uma vaga já estava aberta desde a saída de Donald Palmer, também do Partido Republicano.

Impacto das Demissões na Administração Eleitoral

A EAC, que requer a concordância de três de seus quatro integrantes para tomar decisões, é a única agência federal dedicada exclusivamente à administração eleitoral nos Estados Unidos. As demissões foram criticadas por autoridades, incluindo o secretário de Estado do Arizona, Adrian Fontes, que as classificou como “irresponsáveis e perigosas”, afirmando que essa ação compromete a imparcialidade da administração eleitoral.

Criada em 2002 após as controvérsias da eleição presidencial de 2000, a EAC não controla diretamente cédulas ou cadastros de eleitores, mas oferece suporte técnico e recursos para a segurança eleitoral, além de manter o formulário nacional de registro de eleitores e certificar máquinas de votação.

Justificativa da Casa Branca

A Casa Branca defendeu a decisão de Trump, afirmando que, como chefe do Executivo, ele tem o direito de afastar pessoas que não estejam “totalmente alinhadas” com a missão de proteger as eleições e garantir a contagem de votos legítimos. Essa decisão ocorreu após a Suprema Corte ampliar os poderes presidenciais para demitir dirigentes de agências federais independentes.

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Histórico de Ações de Trump em Relação à EAC

Em março de 2025, Trump havia assinado um decreto que exigia prova de cidadania no formulário nacional de registro eleitoral, uma medida que foi bloqueada por um juiz federal. Outra tentativa de restringir recursos a estados que não adotassem essa exigência também foi barrada.

Conclusão

As recentes demissões na EAC levantam preocupações sobre a integridade da administração eleitoral nos Estados Unidos, especialmente em um período crítico como o das eleições de meio de mandato. A situação destaca a tensão entre a política partidária e a necessidade de uma administração eleitoral imparcial e eficaz.

Fonte por: Poder 360

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