Soja do Paraguai avança para safra histórica, clima afeta milho

Safra paraguaia impacta decisões de mercado no Brasil; qualidade supera volume como fator de pressão.

05/07/2026 05:20

3 min

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Paraguai deve ter safra recorde de soja em 2025/26

O Paraguai está prestes a concluir o ciclo 2025/26 com a maior safra de soja já registrada, enquanto o milho safrinha enfrenta desafios relacionados à qualidade dos grãos. O relatório de julho da StoneX mantém a previsão de produção de soja em 12,34 milhões de toneladas, incluindo a safra principal e a safrinha, e a projeção de milho em 5,31 milhões de toneladas.

Impacto do Paraguai no mercado brasileiro

O mercado brasileiro observa atentamente o ciclo paraguaio, que é influenciado por dois fatores principais. Primeiro, muitos “brasiguaios”, agricultores brasileiros que se estabelecem no Paraguai, cultivam grãos como extensão de suas lavouras. Em segundo lugar, a oferta paraguaia impacta os preços, já que o país abriga de 60% a 70% dos produtores de soja e é o maior fornecedor de soja para o Brasil.

Apesar de ser o maior produtor de soja do mundo, o Brasil ainda importa o grão para atender à demanda nas regiões de fronteira e nas indústrias de óleo, devido ao custo-benefício em relação ao transporte da soja do Centro-Oeste brasileiro.

Produção de soja no Paraguai

A produção de soja no Paraguai é robusta, com a safra principal estimada em 10,94 milhões de toneladas e a safrinha em 1,40 milhão de toneladas. A StoneX observa que a chegada da segunda safra não pressionou os preços no mercado paraguaio, e cerca de 90% da produção já foi negociada, evidenciando um forte dinamismo nas vendas.

Os dados ressaltam a importância do Paraguai no abastecimento regional, especialmente em um cenário de alta competitividade na América do Sul. A área total destinada à soja no ciclo 2025/26 é de 3,72 milhões de hectares, com os principais polos produtores localizados em Alto Paraná, Itapúa, Canindeyú e Caaguazú.

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Desafios para a produção de milho

O milho se torna uma preocupação no segundo semestre devido ao impacto da qualidade nos preços e aos riscos climáticos. A atenção agora se volta para a qualidade do cereal, em vez do volume produzido. As primeiras colheitas de junho mostraram resultados positivos, mas as condições climáticas, como chuvas frequentes e alta umidade, favorecem o surgimento de doenças que podem comprometer a qualidade do milho.

Embora não haja previsão de uma quebra significativa na produtividade, há um aumento no número de lotes com grãos danificados, o que pode resultar em descontos na entrega à indústria. Alguns produtores já relataram cargas próximas ao limite de tolerância nas primeiras entregas, segundo o relatório da StoneX.

A colheita do milho também está atrasada, com chuvas previstas para o início de julho dificultando a secagem natural e prolongando o calendário de colheita, que pode se estender até o início de agosto. No mercado, a comercialização do milho avança lentamente, com preços em torno de US$ 140 por tonelada, mas a tendência das cotações dependerá da entrada mais significativa da oferta no mercado.

Fonte por: CNN Brasil

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